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BOA VELHICE: PREPARAO PARA A TERCEIRA IDADE COMEA AGORA


Especialistas alertam que a preparação para boa velhice começa agora

Com a revolução da longevidade, a vida se tornou cada vez mais uma maratona, exigindo que haja melhor preparação e estratégia

“Estamos vivendo a revolução da longevidade. A gente precisa se preparar agora para ter uma vida diferente e quem não esteve preparado, pode se planejar para melhorar”, é o que diz Alexandre Kalache, médico especialista em envelhecimento e uma das maiores autoridades do tema no mundo. 

Mas, para ter uma boa velhice, é preciso fazer algumas mudanças de hábitos. Aliás, este é o mantra do especialista ‘Quanto mais cedo, melhor. Nunca é tarde demais’, ou seja, se você tem 30 anos, mas ainda não começou com essas mudanças, comece! Se está com 50 anos e também não começou, essa é a hora. 

À medida que envelhecemos, precisamos acumular quatro capitais que são fundamentais para bem envelhecer: saúde, conhecimento, social (cuidar das relações) e financeiro (para quem tem o privilégio de acumular). Com a revolução da longevidade, a vida se tornou cada vez mais uma maratona, exigindo que haja uma melhor preparação e estratégia para poder chegar bem à velhice e nos obrigando a reinventar o curso de nossas vidas. 

Esses capitais consistem em envelhecer com saúde, alimentando-se bem e praticando atividades física, pois manter o corpo ativo ajuda a prevenir doenças. O conhecimento é fundamental, pois se deve manter-se lúcido. Assim como o social, garantindo o direito da pessoa idosa de participar da sociedade, e o financeiro, que garantirá que ela se mantenha segura e com qualidade de vida.

Boas práticas evitam dependência na velhice 

Com o aumento da longevidade da população, alguns setores da sociedade, como o imobiliário, a indústria, o turismo, a saúde e a mídia, estão passando por modificações e quebrando o estereótipo do idoso inativo, frágil e isolado. Este cenário melhora a qualidade de vida do idoso e diminui a sua dependência dos familiares. “Quando nascemos, somos totalmente dependentes de alguém que nos cuide e, depois da adolescência, nós chegamos ao máximo da nossa capacidade funcional física, força muscular, capacidade vascular e, a partir daí, em função da idade, surgem as doenças, o sobrepeso, o estresse, e a tendência é ficarmos abaixo da linha limiar da dependência. Podemos mudar isso com políticas baseadas em intervenções pessoais e individuais, de escolha e estilo de vida”, fala o médico Alexandre Kalache. 

Através dessas mudanças, as pessoas estão chegando aos 60, 70 anos com mais energia, conhecimento e experiência, criando uma outra etapa de vida, que, daqui alguns anos, será definida como gerontolescência. “Outra coisa importante é a resiliência. Problemas todos nós temos, físico, amigos, mas se tivermos baseados nesses quatro capitais, poderemos crescer a partir desses desafios, que, infelizmente, não podemos evitar. As pessoas especialistas no envelhecimento são as que estão envelhecendo, elas são extremamente inventivas para poderem se adaptar”, frisa o médico. 

 


Fonte: portalodia.com